Direito Bancário

O que é?

A negociação estratégica de dívidas bancárias é a atuação extrajudicial, técnica e planejada na busca de um acordo com o banco ou a instituição financeira. Antes de qualquer proposta, analisamos o contrato, as cláusulas, as garantias, o valor efetivamente devido e a sua capacidade de pagamento. Assim, a conversa com o banco parte de uma base sólida, e não apenas dos números apresentados pela instituição.

O serviço pode ser contratado de forma isolada, quando a dificuldade está concentrada em uma dívida ou em um banco específico. Também pode fazer parte da gestão de dívidas bancárias e reestruturação financeira, um trabalho mais amplo, que organiza vários contratos e instituições em um único plano. Atendemos empresas, sócios e pessoas físicas com contratos bancários relevantes.

Por que buscar orientação?

A proposta de renegociação apresentada pelo banco costuma refletir, antes de tudo, os interesses da própria instituição. Ela pode trazer confissão de dívida, novação e até a exigência de garantias ou avalistas que não existiam no contrato original. Um acordo assinado sem análise pode deixar a situação mais difícil do que antes. Por isso, cada condição merece leitura cuidadosa.

Uma negociação conduzida com técnica considera o que você realmente consegue pagar e o impacto do acordo no caixa da empresa ou nas suas finanças pessoais. O objetivo é chegar a condições sustentáveis a médio e longo prazo, que não levem a um novo atraso em poucos meses. Cada caso é analisado individualmente, sem promessas de resultado.

Para quem é?

Este serviço pode fazer sentido para você em situações como estas:

Empresas com parcelas bancárias que deixaram de caber no fluxo de caixa e precisam renegociar.

Sócios e familiares que prestaram aval ou fiança e passaram a ser cobrados por dívidas bancárias da empresa.

Quem recebeu uma proposta de renegociação do banco e quer entender as condições antes de assinar.

Quem já está em atraso, mas ainda não foi acionado judicialmente, e quer buscar um acordo.

Quem tem contratos com garantias relevantes, como alienação fiduciária de imóvel ou cessão fiduciária de recebíveis.

Pessoas físicas com financiamentos ou empréstimos de valor relevante e dificuldade para manter os pagamentos.

Passo a passo

Como conduzimos a negociação.

Cada negociação começa pelo contrato e pela sua realidade financeira, e não pela proposta do banco. Trabalhamos em conjunto com você, definindo os limites do acordo antes de qualquer contato com a instituição financeira.

Em linhas gerais, o trabalho segue estas etapas:

01

Análise do contrato e da dívida

Reunimos o contrato, os aditivos, os extratos e o histórico de pagamentos. Verificamos as cláusulas, os encargos cobrados, as garantias prestadas e o valor efetivamente devido, identificando eventuais irregularidades que possam ser levadas à mesa de negociação.

02

Capacidade de pagamento e limites

Mapeamos com você quanto cabe no caixa da empresa ou no orçamento pessoal, considerando as demais obrigações. A partir disso, definimos os limites da proposta e o que não convém aceitar, como garantias ou avalistas desnecessários.

03

Condução da negociação

Fazemos o contato com o banco ou a instituição financeira e conduzimos a negociação de forma técnica. Apresentamos os fundamentos da proposta e avaliamos cada contraproposta recebida, sempre com a sua aprovação antes de qualquer decisão.

04

Revisão e formalização do acordo

Antes da assinatura, revisamos o texto do acordo cláusula por cláusula, com atenção à confissão de dívida, à novação, às garantias e às consequências de um novo atraso. Se a via extrajudicial não avançar, avaliamos com você os caminhos judiciais possíveis.

O que observar

Importante saber.

Atenção à confissão de dívida

Muitos acordos incluem uma confissão de dívida, documento que pode facilitar a cobrança judicial pelo banco se houver novo atraso. Ainda assim, a renegociação, por si só, não impede a discussão de eventuais ilegalidades dos contratos anteriores.

Garantias e avalistas novos

É comum o banco pedir novas garantias ou a inclusão de avalistas na renegociação. Isso pode estender o risco ao patrimônio pessoal do sócio ou de familiares. Cada exigência deve ser avaliada antes de ser aceita.

Prazos se já houver processo

Se o banco já moveu execução, ação monitória ou ação de cobrança contra você, os prazos para a defesa são curtos, em regra de 15 dias úteis. A negociação pode seguir em paralelo, mas não suspende esses prazos automaticamente.

Quando há várias dívidas

Se as dívidas envolvem vários contratos ou mais de um banco, negociar uma de cada vez pode não bastar. Nesses casos, a gestão de dívidas bancárias e reestruturação financeira permite definir prioridades entre os contratos, considerando as garantias e os riscos de cada um.

Documentos para a análise

Contratos, aditivos, extratos, comprovantes de pagamento, propostas recebidas do banco e notificações ajudam na análise. Quanto mais completo o histórico, mais precisa é a avaliação do valor devido e das condições da negociação.

Atenção a golpes

Golpistas podem usar o nome de bancos e de escritórios de advocacia para pedir pagamentos ou dados. Em caso de dúvida sobre um contato em nome do Furtado Guerini, consulte a página Prevenção contra golpes.

Conte com a Furtado Guerini para conduzir seu caso com ética e responsabilidade.

Nossa equipe está pronta para oferecer atendimento personalizado, focado na proteção dos seus direitos e na melhor solução para o seu caso.